Coleção de Textos

5 de fev. de 2011

COTIDIANO

É normal. Num dia se acorda disposto e no outro se acorda deposto. Não há nada que se possa fazer quando as vontades do destino vêm como águas torrenciais sobre a estaca do próprio ego. Tem dias em que acordamos e a única vontade que temos é de correr para uma direção que não sabemos qual é, nem ao menos sabemos o que há no fim do caminho. Faz parte do cotidiano viver um dia após o outro, como se alguma coisa fosse chegar amanhã e como se não tivesse nada de mais para buscar no ontem. A amargura de não poder ter o que já se teve ferroa.

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